quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

tão perdida a batalha do vivo

contra a dureza da vida
tão frágil planta
diante dos que acompanham
as águas fortes e correntes

que levam quase tudo
pedaços do corpo
levante da carne
o motim dos companheiros
e mal deixam a dignidade

um revolucionário
sobre a pedra dura
ignora a correnteza
o musgo verde brota
na esperança de sobrevier

talvez crescendo
talvez morrendo
e era só mais uma queda
diante de lutas perdidas
já não quer mais

dali de cima da pedra
ou do fundo do rio
aprecia a beleza
das floridas trepadeiras
ignorantes parasitas

ah, lançam suas flores
no vazio do vento
e desperdiçam energia
que não é delas
e sim das árvores velhas

pobre musgo feio
ramoso, de tão nojento
quase leproso
não traz força no belo
e sim a persistência do real.

2 comentários:

  1. Nossa! "Persistência do real". QUE expressão!
    Estarei seguindo. Se puder, conheça o meu espaço:

    http://escrevoparaviver.blogspot.com

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  2. Oi!
    Só passando para me desculpar pela escassez de postagens em Agosto no meu blog, o Escrevo para Viver.
    É que a faculdade e o trabalho têm tomado todo o meu tempo e ficou complicado postar.
    Mas agora estou de volta e vou me esforçar para manter atualizado.
    Te convido a dar uma passadinha por lá e ler a primeira postagem deste mês (Na cadeira do juiz): http://escrevoparaviver.blogspot.com/2011/09/na-cadeira-do-juiz.html
    Caso puder, deixe seu comentário ^^
    Abraços virtuais,
    Helena.

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